Nina Pandolfo

Nina começou a pintar ainda criança. Caçula de cinco filhas, vivia no quintal da casa, falando com bichos, brincando com plantas e colorindo livros. Depois, quando uma irmã mais velha se casou, a pequena ficou fascinada por desenhar vestidos de noiva. Aos 14 anos, decidiu que queria ser artista e ingressou no curso de Comunicação Visual da escola técnica Carlos de Campos, em São Paulo.

A primeira pintura com spray veio em 1992, aos 15 anos de idade. No colégio, Nina conheceu alguns alunos que, influenciados pelo hip-hop, estavam experimentando o grafite. Entre eles, garotos que mais tarde se tornariam grandes nomes do street art brasileiro, como Speto, Onesto e os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, da dupla OsGemeos.

Mas foram OsGemeos que mudaram sua vida. “Eles me ensinaram tudo que aprendi”, lembra Nina. Durante uma mostra de artes do colégio, Otávio e Nina engataram um namoro e, desde então, não desgrudaram mais. Já são casados há dez anos e comemoram mais de duas décadas de parceria amorosa e artística.


“O Otávio foi praticamente meu professor. Na primeira vez que pintei um grafite, ele pegou duas latas e falou: pinta o que você quiser”. Naquele tempo, ela acompanhava Otávio e seus amigos nas andanças por São Paulo, à procura de muros vazios. Nesses “rolês”, Nina, na maioria das vezes, era a única menina. Ela diz que nunca sofreu discriminação.

“A gente se via de igual para igual. Alguns amigos falam que eu tinha tanto pique quanto qualquer menino. Pintar na rua era um esforço físico, tinha que carregar o peso das tintas, a escada. Eu ficava de canela roxa, detonada. Saia às nove da manhã e voltava às 18h. Era a minha balada”, lembra.

Os primeiros desenhos foram letras com seu nome estilizado, depois vieram criações mais elaboradas, com elementos da natureza e as famosas bonecas que habitam seu universo imaginário. “Não vim do universo hip-hop e não fazia o que todo mundo faz. Queria pintar o que gosto. Pintava meninas com laços enormes. Se era grafite ou se não era, não importava”, explica a artista.

Nina não gosta de ver seu trabalho taxado como “grafite de mulher”. Ela prefere dizer que pinta o que gosta. E o seu jeito doce gosta de ver as coisas com curiosidade e romantismo. “Eu acho que o universo feminino é encantador. A mulher tem força para muita coisa e, ao mesmo tempo, consegue ser delicada. Acho isso o máximo.”






Meninas, quem quiser conhecer um pouco mais das obras da Nina,ela esta com uma exposição na Galeria Leme em São Paulo e também tem um blog  é só clicar para conhecer   mais fofuras de Nina.

2 comentários:

  1. Amei o trabalho dela, linda, pena que não posso ir na exposição.. :-(
    Beijos

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  2. Nina, estou completamente encantada pelo seu trabalho. Não canso de procurar os seus trabalhos no Google e fico horas, e horas e mais horas admirando. Venha para Brasília expor aqui. Parabénsssss!!!

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